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Alunos de Gastronomia preparam comida de boteco com plantas não convencionais em projeto integrador

Vitória Frederico

Se ouvir falar em tira-gostos servidos em bares faz você pensar em salgados e porções feitos com ingredientes e métodos tradicionais, receitas preparadas por acadêmicos do curso de Gastronomia poderiam desafiar e ampliar essa visão. Eles confeccionaram aperitivos como parte do Projeto Integrador do curso com o tema: Comida de boteco usando PANCs (Plantas alimentícias não convencionais).

O resultado deste trabalho foi apresentado para banca. O professor coordenador do curso, Helerson Balderramas conta que durante o semestre os alunos pesquisaram as PANC e desenvolveram um prato dentro da temática. No preparo, foram aplicados conhecimentos adquiridos nas aulas das disciplinas Panificação, Cozinha brasileira, Confeitaria, Cozinha Fria (Garde manger) e Cozinha Clássica.

Entre os ingredientes utilizados nas receitas estão a taioba, planta também conhecida como orelha-de-elefante quando usada como ornamento, beldroega, arbusto de folhas suculentas e flores coloridas chamado ainda de onze-horas, e ora-pro-nóbis, cactácea trepadeira folhosa muito usada em cercas vivas.

Na apresentação, foi montada uma banca composta por 3 professores que avaliaram o prato. Eles seguiram critérios técnicos como Fidelidade ao tema, Originalidade, Criatividade no Empratamento, Analise sensorial, Postura profissional, Higiene e limpeza. “O projeto estimula os alunos a serem criativos, pesquisar novos insumos e propostas de sabores, a proposta também foi preparar os alunos para concurso e despertar produções gastronômicas que valorizem as PANCs visando a sustentabilidade”, comenta Helerson.

A aluna do 5º semestre, Sara Tedim Barboza conta que a temática de comida de boteco utilizando PANPs foi uma experiência inusitada, visto que de primeiro momento é uma associação inimaginável. “Acrescentou conhecimento e ampliou as possibilidades. Desenvolver um prato é sempre um desafio, mas também uma satisfação. Aprimorar técnicas, explorar cenários diferentes e evoluir”, conclui a aluna.