#Notícias Unitoledo
 
 

Estudantes de Arquitetura e Urbanismo apresentam projetos no 4º Desafio Charrete UniToledo 2018

Por André Ferreira

Ocorreu no dia 6 de setembro as apresentações dos projetos e o resultado do 4º Desafio Charrete UniToledo 2018, dos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo no auditório Damásio Evangelista de Jesus. Catorze equipes se inscreveram. Além dos 79 alunos de Arquitetura, neste ano participaram dois acadêmicos do curso de Engenharia Civil, compondo duas equipes.

A ação é realizada com o intuito de promover a interação entre os alunos, o entretenimento e a obtenção do conhecimento, de maneira lúdica. Cada trabalho foi desenvolvido por grupos de cinco a seis integrantes, entre eles pelo menos dois alunos de semestres diferentes. Cada equipe teve um líder responsável por representá-los nomeando o grupo com referência a algum tema ou personalidade da Arquitetura e Urbanismo.

CONCURSO
O 4º Desafio Charrete UniToledo teve como missão projetar um carrinho para ser utilizado por catadores de materiais recicláveis e o desenvolvimento de uma logística de operação do reciclável UT. Para o carrinho, os acadêmicos tiverem que atender requisitos básicos para o projeto. Entre eles estão ser locomovido à tração humana; ter duas rodas; ter largura, comprimento e altura adequados aos usuários e às tarefas; ter capacidade de transportar um volume adequado de materiais; ter peso próprio baixo; ter retrovisor; ter sistema de freios simples; ter sistema de apoio para quando o carro estiver em repouso; proporcionar conforto e segurança ao usuário; apresentar baixo custo.

Já para o desenvolvimento da logística, deveriam elaborar o passo a passo para implementar a coleta dos recicláveis UT pelos catadores, considerando o melhor local de acesso à instituição e o ponto mais adequado para o armazenamento dos recicláveis até a coleta.

A intenção era criar condições mais dignas no trabalho de coleta seletiva e a otimização do seu desempenho através de um veículo especializado, atendendo às necessidades dos catadores. Outro objetivo era fazer com que o UniToledo seja um local atrativo para os catadores, a partir das seguintes premissas: Qualidade, humanização, sustentabilidade e inovação.

INTERAÇÃO
Para a coordenadora do curso, Ana Paula Sader, os participantes do concurso superaram as expectativas. Apenderam a trabalhar em equipe com integrantes de semestres diferentes do curso de Arquitetura e Urbanismo e de cursos diferentes, além de ter a experiência da oficina de Design Thinking como início do processo criativo e da resolução dos problemas.
A aluna, integrante do grupo campeão do concurso, Caroline Inayara de Lima do 8º semestre de Arquitetura e Urbanismo, entende que o trabalho foi uma experiência que irá agregar nos projeto futuros e em seu dia a dia. “O mínimo que podemos fazer é separar o nosso lixo. O maior ganho foi a empatia, pois os catadores são uma classe que sofre com a descriminação social, e é bom estudarmos formas de tornar o trabalho deles mais humano e seguro, algo que muitas vezes passa despercebido”.

O grupo de Caroline formado por Paulo Eide Kato do 8º semestre, Jorge Portela 8º semestre, Larissa C. Hara 6º semestre, Caio Sechim 10º semestre e Aulus Brito do 10º semestre de Engenharia Civil, foi em primeiro lugar concurso.

Já Graziella Dessanti Dossi também do 8º semestre, acredita que conseguir filtrar as ideias em pouco tempo, trabalhando em equipe, é um ótimo aprendizado. Com o grupo formado pelos alunos, Barbara Figueroa 8º semestre, Thaís Castelleone 6º semestre, Luana Cabral 8º semestre, Caroline Mendes 6º semestre e Livia Felippin 6º semestre, ficaram com o segundo lugar na classificação. “Foi bem interessante, acho que o tempo curto pra elaboração do projeto faz com que a gente se entregue mais a participação junto com a equipe. Participar foi intenso, mas no fim valeu a pena”.

Graziela destaca a importância do trabalho em sua a vida profissional e pessoal. “Ele estimulou a criatividade; ajudou a resolver problemas que passam batido, mas que são muito complexos na sociedade; estimulou nos colocarmos no lugar do próximo; mostrou que soluções simples na maioria das vezes são ideais; deixou claro que a falta de empatia existe, e que cabe a nós mudarmos diariamente”.

Edição: Rafaela Tavares

Notícias Relacionadas