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Estudantes de Arquitetura e Urbanismo desenvolvem projeto de primeiro parquinho acessível do noroeste paulista

Por Rafaela Tavares

Alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo do UniToledo apresentaram à Prefeitura de Araçatuba, na tarde de terça-feira (2), o projeto arquitetônico do que pode se tornar o primeiro parquinho acessível do noroeste paulista, segundo a coordenadora da graduação, Ana Paula Sader.

O trabalho foi desenvolvido por integrantes do Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Engenharia da instituição. De acordo com o estudante Igor Scaramal, um dos responsáveis pela elaboração e apresentação do projeto, o parquinho visa à inclusão social, com brinquedos acessíveis e adaptados, além de pontos de integração. Porém, a ideia não é que o espaço seja voltado apenas para crianças com necessidades especiais e sim, a todas elas.

“É um projeto completo para todos. Tivemos o maior cuidado nas pesquisas sobre parquinhos inclusivos, para ser de total acesso a todos.” O espaço foi desenvolvido para ocupar 330 metros quadrados, na praça Getúlio Vargas, localizada em Araçatuba, no triângulo de frente para a academia onde está implantado o bebedouro .“Escolhemos aquela área para não atrapalhar nenhuma das funções já consolidadas da praça, de modo que ficasse em um quadrante com menos árvores existentes, já que todas foram mantidas.”

ADAPTAÇÕES
O parquinho deverá ter brinquedos adaptados como escorregador, balanço, gira-gira, gangorra. Um dos cuidados que os responsáveis pelo trabalho tiveram foi projetar o espaço com cimento queimado e juntas de dilatação a cada dois metros e meios, materiais que possibilitam um piso linear liso, sem ranhuras, facilitando passeios sobre cadeiras de rodas. Haverá também vãos de dois metros nas entradas do parque, para permitir a passagem de duas cadeiras ao mesmo tempo, pisos táteis, cercamentos externos de segurança.

Desde julho, participantes do escritório modelo trabalham no desenvolvimento do parque a pedido de Paula Frameschi, mãe da Ana Luiza que é portadora da síndrome AME (Atrofia Muscular Espinhal), tipo 1. De acordo com Scaramal, o projeto já está concluído, porém depende de iniciativas públicas e privadas para ser concretizado. “E tenho certeza que será”, afirma o estudante. Ele explica que a apresentação na Prefeitura teve como objetivo mostrar o projeto em todos os detalhes e falar sobre a importância de sua implantação.

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