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Ex-Aluno de Direito tem como parte da própria trajetória a participação na Corte Interamericana de Direitos Humanos

Mariana Páscua

A bagagem de conhecimentos e o histórico de trabalho do coronel e advogado Jefferson de Almeida, 54 anos, ex-aluno de Direito formado em 1988 pelo UniToledo (na época, Faculdades Toledo), o levaram a participar da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, em 2017. Lá ele defendeu o Brasil em questões penitenciárias. O egresso acumula experiências, títulos e premiações. Ele é doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pelo Centro de Estudos Superiores da Polícia Militar, e atuou como Diretor Estadual de Direitos Humanos, tendo participação na construção de políticas de Direitos Humanos em Brasília.

Sua trajetória inclui também 32 anos de experiência na Polícia Militar do Estado de São Paulo. Almeida foi diretor estadual da Defesa Civil em São Paulo, diretor geral do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional). Ele conquistou ainda o Prêmio Polícia cidadã (2006 e 2008) e o Prêmio Mário Covas, na categoria excelência em gestão Pública (2010). O advogado é também fundador da Scudeller de Almeida Advogados, com escritórios em São Paulo e Araçatuba.

INGRESSO
Foi para aprofundar os conhecimento e exercer de melhor forma a profissão militar que o ex-aluno ingressou no curso de Direito, em 1984. O egresso se recorda dos professores que marcaram seu período de estudante, entre eles o saudoso Napo, Dr. Jorge Napoleão Xavier e o mestre Pedro Filardi, que leciona em nossa instituição até hoje. “O direito é apaixonante”, afirma o advogado.

No período de universitário, Almeida teve de conciliar o exercício da profissão de Policial Militar com os estudos, pois ao realizar o policiamento nos turnos da noite havia de se esforçar para manter a frequência nas aulas e cumprir a carga horária necessária. Isso o impediu de se realizar como profissional e acadêmico.

Fora o bacharelado em Direito e o doutorado, Almeida possui o bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pela Academia de Polícia Militar do Branco, em 1984; especializações em Direitos Humanos e Gestão da Violência, pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 2009, em Policiamento Comunitário pela Universidade Sul de Santa Catarina, em 2009, e  em Direito Processual Civil pela Escola Paulista de Direito, em 2016; mestrados em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, pelo Centro de Estudos Superiores da Polícia Militar, em 2002, em Adolescência em Conflito com a Lei, pela Universidade Anhanguera, em 2014.

SEGURANÇA PÚBLICA
Além de advogar nos escritórios que fundou, o ex-aluno é membro do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, no cargo de Diretor do Estado, no qual desenvolve artigos e pesquisas com o objetivo de formar opinião no quesito segurança pública e propor políticas públicas. Segundo ele, o foco da ONG, que possui abrangência federal, é assegurar a aplicação efetiva do artigo 144 da Constituição, segundo o qual segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

O advogado possui dois filhos, também graduados em Direito. “O direito faz parte da minha vida”, comenta . Dentre os valores defendidos em sua trajetória, ele que foi também professor universitário de Direito Administrativo e ressalta a ética como requisito na conduta de um profissional da área.

Para os estudantes de Direito que almejam sucesso profissional ele orienta que tenham foco, dedicação integral, conduta ética e empatia. “É importante saber colocar-se no lugar do outro. O profissional de Direito que almeja tornar-se bem-sucedido precisa ser um líder, proativo, expandir o conhecimento e ter um escritório 4.0, nada de se limitar ao modo convencional de esperar o cliente” finaliza.

Edição: Rafaela Tavares