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Marcos Piangers aborda o tema ‘Inovação, Uma espiada no futuro’ em palestras da semana Acadêmica do UniToledo

Por Dryeli Oliveira

Desafiar, questionar e propor algo ainda não feito é a fórmula para mudar o mundo e inovar. O jornalista, escritor e colunista Marcos Piangers, fala sobre uma espiada no futuro, abordando tecnologia, inovação e relações do que podemos esperar para os próximos anos. A palestra foi assistida por alunos, ex-alunos, docentes e funcionários do Centro Universitário Toledo na última segunda-feira (03) no Ginásio Plácido Rocha.

Marcos Piangers formou-se em jornalismo pela universidade Federal de Santa Catarina, é autor do livro “O Papai é Pop” e possui mais de 250 mil exemplares de livros vendidos no Brasil, Portugal, Espanha, Inglaterra e Estados Unidos. Em entrevista para o UniToledo, ele falou sobre o impacto das inovações nas vidas das pessoas e sobre as novas gerações.

Na sua visão, o que essa “espiada no futuro” nos mostra?
A gente sabe de algumas coisas que vão acontecer no futuro. A maioria das pessoas pensa que o futuro é algo imprevisível, que é impossível saber o que vai acontecer, mas nós já podemos ter uma previsão do que vai acontecer. Em primeiro lugar, as pessoas não vão se desconectar, e sim se conectar a cada dia mais. Vamos estar cada vez mais rodeados de tecnologia, e isso vai estar o tempo todo conectado tudo e todos. Sabemos que essa tecnologia vai ficar mais rápida e mais abrangente, pois ela estará em todo lugar e o tempo todo. Existem empresas comprometidas a levar essa internet para o mundo todo, como em regiões remotas e em um futuro próximo não vamos ter mais que pedir a senha do wi-fi para se conectar a algum lugar. As novas gerações vão dizer: “Cheguei a um local, e é obvio que tem internet, pois, tem aqui e em qualquer outro lugar do mundo” Aliado a isso, sabemos que daqui dez anos vai acontecer um negócio chamado “Processamento quântico” que é a capacidade quântica dos processadores processarem as informações. As empresas de tecnologias sabem que daqui a cinco ou dez anos, os computadores não vão ficar um pouco mais rápido e sim um bilhão de vezes mais rápido. Além do mais, sabemos que existem cinco milhões de pessoas que não têm acesso à internet, mas elas entrarão na internet. Cerca de 50% dos Brasileiros ainda não têm acesso à internet. Estamos tão conectados, mas não lembramos que ainda existe uma multidão de pessoas desconectadas, mas que vão se conectar. Então, essa espiada do futuro é um momento para se perguntar: “O que você vai fazer com isso? O que a sua marca ou negócio vai fazer com velocidade das informações? Como você vai lidar com isso?”

Como você avalia a presença da inovação nas vidas das pessoas hoje em dia?
A inovação transforma as indústrias. Estamos o tempo todo cercados de inovação, como carros e celulares, por exemplo. Nós temos relações com ferramentas tecnológicas, que funcionam da seguinte forma, “Nós criamos as ferramentas e elas nos recriam”. Uma pessoa que nasce rodeada de ferramentas tem soluções diferentes da pessoa que não nasce com essas ferramentas. É importante perceber que uma pessoa que escrevia com caneta de pena, tem uma postura e relação diferente com o texto do que uma pessoa que começou a escrever com a caneta, por exemplo, que é diferente de quem escreve em uma maquina de escrever, que é diferente de quem começou a escrever com teclado, que dá a possibilidade de editar, e colocar em uma plataforma digital, e com isso é possível criar narrativas não lineares com os textos. Nesse processo, temos ferramentas sendo criadas e ferramentas recriando a nossa mente. Pensando nisso, as ferramentas influenciam a forma como pensamos, estamos rodeados de inovações, mas ainda é muito pouco.

Qual reflexão você gostaria de deixar para a nossa comunidade acadêmica após a palestra?
É importante desafiar como as coisas são feitas, questionar mais. Nossa tendência é achar que como tudo foi feito sempre assim, é a melhor solução para as coisas, mas não é. Percebo que muita gente tem medo de levantar a mão e dizer: “Olha eu acho que deveria ser diferente”. Podemos fazer a diferença em muitas áreas, podemos resolver a questão dos imigrantes, e ecológicas no mundo todo. Muitas vezes só é preciso levantar a mão e propor um caminho, estudar e focar na solução.

Edição: Rafaela Tavares

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