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O objetivo do esporte é a inclusão e a educação, diz Diego Hypólito em entrevista ao UniToledo

Rafaela Tavares

“O objetivo do esporte é mesmo das instituições de ensino: a inclusão e a educação.” Assim define o ginasta artístico Diego Hypólito, bicampeão mundial e medalhista olímpico presente durante a abertura dos JUT (Jogos Universitários Toledo) 2019. O atleta que acendeu a tocha olímpica da competição e atuou como jurado das apresentações de cheerleaders, acredita que os jogos universitários ajudem a sociedade a desenvolver o espírito esportivo.

Nascido em Santo André, Hypólito atualmente mora em São Bernardo do Campo, onde treina. Ele participou dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, na China, onde terminou em sexto lugar, e em 2016, no Rio de Janeiro, onde conquistou a medalha de prata. Em entrevista ao UniToledo, o ginasta revelou que está treinando regularmente para as Olimpíadas de 2020, em Tóquio, no Japão, além de comentar a realidade atual da ginástica olímpica brasileira. Confira

Como foram seus primeiros passos na ginástica artística?
Comecei a ginástica aos sete anos de idade, no Sesi Santo André, por influência total da Dani [a também ginasta Daniele Hypólito], minha irmã. Daí eu vi que era o que eu realmente gostava, porque mesmo antes de eu fazer ginástica, eu já sabia fazer mortal e essas coisas.

Como você avalia a realidade atual da ginástica brasileira?
A realidade atual é que uma realidade em que há alguns atletas de nível bastante alto. A gente acredita que chegando as Olimpíadas tem alguma chance de medalhas, tanto no masculino como no feminino. Tem uma estrutura muito boa de clubes. Por mais que a parte financeira não esteja adequada, há estruturas e aparelhos para treinar. Os treinadores principais, infelizmente, estão ficando fora do Brasil. Isso é algo que a gente vai ter de resgatar para que a gente não deixe futuramente que o esporte tenha uma defasagem em função de a preparação e de os treinadores acabarem indo para outros países.

Como você tem se preparado para os Jogos Olímpicos de 2020?
Eu tenho treinado regularmente em São Bernardo. O objetivo agora é fazer minha parte. Já tive meu sonho conquistado. Acho que o importante é eu dar continuidade à ginástica da maneira que eu gosto, por prazer, por lazer. Isso é o principal.

Qual a importância dos jogos universitários, como os JUT, na sua opinião?
Os jogos universitários são muito legais, primeiro para desenvolver o espírito esportivo. O país ainda não incentiva o esporte como uma profissão, então acaba o vendo só como lazer e, por conta disso, acaba perdendo esse espírito. É legal para os atletas, para as pessoas que vão participar, ter a interação, a competitividade, que é importante, mas o mais importante é ser campeão para vida. Acho muito interessante. A gente já fez parte algumas vezes de competições similares e eu considero bom interagir, estar presente, dar um pouco da minha palavra, das minhas experiências. Eu comecei dessa maneira, comecei em jogos abertos, comecei em competições similares e fui seguindo meu sonho. O objetivo do esporte é mesmo das instituições de ensino: a inclusão e a educação.

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