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Primeira Mostra de Direitos Humanos do UniToledo aborda os direitos de crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência

Por Vitória Frederico

De acordo com a ONU, os Direitos Humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou qualquer outra condição. Por mais que seja um assunto antigo, só ganhou a devida visibilidade após o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945.

Na última segunda-feira (8) um dos temas abordados pela 1ª Mostra de Direitos Humanos do UniToledo, foi “A proteção dos direitos humanos das crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência”. A temática também pode ser conferida em banners disponibilizados pela instituição.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Neste ano, uma pesquisa da organização social Visão Mundial colocou o Brasil em primeiro lugar no ranking de violência contra crianças em países da America Latina, citando como exemplo a violência sexual, física, psicológica, trabalho infantil, casamento precoce e ameaças online.

O Disque Direitos Humanos, ou Disque 100, Serviço de Proteção de Crianças e Adolescentes recebeu 84.049 denúncias só no ano de 2017. Segundo a ex-aluna de Direito do UniToledo Viviane Cervantes Lima, as situações de vulnerabilidade das crianças e adolescentes são, em tese, as consequências negativas da desigualdade social, como pobreza e a exclusão social. Mas não podemos esquecer que a falta de carinho da família faz com que as crianças e adolescentes sejam reféns de uma sociedade egocêntrica, destaca.

IDOSOS
“Aos idosos, a negligência da família com os cuidados diários é a principal questão de vulnerabilidade desta parcela, pois existe a concepção de que o idoso é um ser inútil, e consequentemente ‘algo descartável’ ”, conta Viviane.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) um em cada seis idosos é vítima de algum tipo de violência em todo o mundo e 16% dos idosos já sofreram algum tipo de abuso, entre eles estão: violência psicológica, física e sexual.

DEFICIÊNCIA
Ao todo, 45.606.048 milhões de pessoas no Brasil têm algum tipo de deficiência, o equivalente a 23,9% da população geral, segundo o IBGE. De acordo com a mesma fonte, a deficiência mais recorrente no Brasil é a visual (18,6%), seguida da motora (7%), seguida da auditiva (5,10%), e, por fim, da deficiência mental (1,40%).

Viviane declara que a aplicação dos Direitos Humanos dependerá do contexto social de que cada pessoa vive, por mais que haja leis e jurisprudências, a cultura de cada região será preponderante para a sua aplicação.

“Por isso se faz necessário a prática e em consequência, a educação da população para que tenhamos uma sociedade mais justa e sensível as desigualdades existentes entre os seres”, conclui a ex-aluna.

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