#Notícias Unitoledo
 
 

Projeto de arena desenvolvido por alunos, egressos e coordenação de Arquitetura foi apresentado na Prefeitura

Por Rafaela Tavares

O projeto arquitetônico da Arena Real Madruga, desenvolvido por sete estudantes, quatro ex-alunos e a coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo do UniToledo, Ana Paula Sader, foi apresentado para autoridades na Prefeitura de Araçatuba às 11h desta quinta-feira (27). O trabalho foi elaborado gratuitamente por participantes do Escritório Modelo de Arquitetura, Urbanismo e Engenharia da instituição para atender às necessidades do clube de futebol de salão, com a concepção de estruturas para quadra, arquibancada, vestiários para dois times e arbitragem, área de diretoria, banheiro, lanchonete, alojamento, piscina, estacionamento, e acesso.

O ginásio foi desenhado também com a capacidade para servir de palco para shows, com infraestrutura de camarins. O projeto foi desenvolvido para ser abrigado em terreno de 24 mil metros quadrados, localizado no bairro Concórdia, em processo para ser cedido pela Prefeitura ao time.

De acordo com a coordenadora, a reunião na Prefeitura foi muito boa e o projeto teve uma recepção positiva entre os presentes. Ela conta que o Prefeito solicitou apenas que o número de vagas de estacionamento da arena fosse maior, o que foi discutido com integrantes da Secretaria Municipal de Planejamento na tarde do mesmo dia e será colocado no papel para uma nova apresentação do trabalho.

SOLICITAÇÃO
Segundo Ana Paula, o projeto surgiu a partir de uma solicitação de um estudo de viabilidade feita pelo radialista e representante legal do clube Real Madruga, Marco Serelepe, que procurou a instituição. Ela acredita que desenvolver a arena foi uma experiência rara para os estudantes, que tiveram contato com um cliente real e atuaram com a responsabilidade de prazo e de entregar um bom trabalho.

“É muito importante que alunos participem de trabalhos como esse, porque é difícil um escritório de arquitetura pegar projetos dessa natureza e magnitude, com programa de necessidades tão específico”, afirma. A coordenadora lembra que a participação dos alunos foi muito efetiva, com execução de tarefas, reuniões presenciais semanais e discussões à distância. “Tem sido um aprendizado para todos nós.”

A estudante Bruna Borela Fortin, do 10º semestre de Arquitetura e Urbanismo, que desde julho está trabalhando no projeto com o grupo, acredita que a arena foi uma oportunidade única. “Acho que o maior sentimento é gratidão, já que se trata de um projeto de grande importância pra cidade, até mesmo de cunho social, e única até pra muitos profissionais formados da área.”

Ela lembra que de início a equipe analisou dois possíveis terrenos para optar por aquele que melhor se adequasse ao programa desejado pelo investidor do projeto, o que foi feito por meio de um estudo preliminar de viabilidade. Em seguida, o grupo desenvolveu uma setorização para distribuir melhor o programa, analisando questões como circulação, acessos, ventilação, iluminação, funcionalidade do projeto. Também foi feita uma proposta de volumetria prevendo um espaço público de convívio para a população. Bruna enxerga a apresentação do projeto na Prefeitura como um sinônimo de reconhecimento e esperança. “É um passo mais próximo de ver esse projeto tão bacana se tornando real.”

CONVITE
O arquiteto Murilho Pinhata Golfeto, formado em 2017, acredita que a própria participação no projeto indique que todos os esforços feitos por ele até o momento não foram em vão. “Às vezes paro para pensar que ainda ontem eu era aluno, cheio de dúvidas e conflitos como qualquer outro. Em tão pouco tempo ter a oportunidade de estar envolvido em um projeto com tamanha magnitude é fantástico.” Murilo foi convidado para participar da elaboração da arena pela coordenadora do curso e se identificou com o tema, por ter realizado um plano de reestruturação de complexo esportivo como trabalho final de graduação.

Ele conta que o desenvolvimento do trabalho envolveu diversos estudos, entre eles os do sistema viário local, orientação solar, predominância dos ventos e impacto de vizinhança. “Por se tratar de um projeto esportivo e de grandes proporções, procuramos ter o cuidado de afetar positivamente o entorno de onde o mesmo será implantado, possibilitando também espaços de uso público e convivência.” A arena foi concebida para se enquadrar também nas normas de acessibilidade e para ser sustentável por meio da escolha de materiais, soluções arquitetônicas e técnicas construtivas, de acordo com o arquiteto.

CASA
O responsável legal pelo Real Madruga, Marco Serelepe explica que os treinos do time fundado em 2015 e os jogos da equipe atualmente acontecem no Ginásio de Esportes Plácido Rocha. Ele diz que a arena será a casa do clube. “Ela nos dará a oportunidade de termos tudo em um só lugar, desde a iniciação, até a formação de atletas, bem como atividades como fisioterapia, condicionamento físico.” Ele conta que procurou o UniToledo por considerar a instituição uma referência e por ter sido aluno do curso de Direito do centro universitário.

Conforme o radialista, a Prefeitura já tem um compromisso verbal em relação à arena, mas o projeto ainda será enviado para a Câmara Municipal para a cessão da área. “Porém, cremos que não haverá problemas. A apresentação do projeto contribuirá, sim, para fortalecer o compromisso, até o momento, verbal.” O investimento para construção da arena será do próprio clube.

Notícias Relacionadas