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Você no Mercado: o coordenador de Fisioterapia no UniToledo, Flávio Pulzatto, conta o que faz quem se forma na área

Rafaela Tavares

Ajudar as pessoas a superarem dores e sequelas de acidentes, doenças degenerativas ou distúrbios neurológicos são algumas das atividades comumente associadas ao fisioterapeuta. Porém, o campo de atuação do profissional é muito mais amplo. A elevação da expectativa de vida, a busca do público jovem por melhora do próprio bem-estar e até mesmo necessidades estética abrem nichos para quem se forma na área.

O bacharelado em Fisioterapia, um dos 25 cursos de graduação do UniToledo, prepara o aluno para ser absorvido por um mercado que inclui clínicas, clubes, hospitais, serviço público e o trabalho autônomo. O coordenador do curso, Flávio Pulzatto esclarece que a fisioterapia pode ser associada a praticamente qualquer área médica.

Ele destaca a importância de o profissional formado se especializar e continuar em busca da atualização. “A fisioterapia, nos últimos 15 anos, talvez seja uma das profissões que mais mudaram e evoluíram. Técnicas novas surgem todos os anos”, afirma. Pulzatto explica que a fisioterapia dermatofuncional e a terapia preventiva são dois segmentos em expansão. Leia a entrevista com o coordenador:

RAMOS
São diversos os locais nos quais quem se forma em Fisioterapia pode atuar. As possibilidades incluem desde asilos, clubes esportivos, hospitais, associações de assistência, clínicas próprias (já que o profissional pode trabalhar como autônomo). Além disso, é possível ser absorvido pelo serviço público como terapeutas da saúde da família, do SUS, da saúde municipal, estadual, federal. A fisioterapia pode estar atrelada praticamente a qualquer área médica.

NICHOS
O mais comum entre os atendimentos da área são as afecções ortopédicas e neurológicas, porém, vemos nos últimos tempos o crescimento da parte de estética, por meio da fisioterapia dermatofuncional, e das terapias preventivas, como pilates, que são atividades realizadas para que o indivíduo se previna para melhorar a qualidade de vida.

PÚBLICOS
De um lado, temos um público jovem que quer aprimorar a própria saúde, ter um corpo mais funcional, livre de dores. Do outro, temos um público mais velho que quer chegar à terceira idade com a mesma qualidade de vida. É possível perceber que, com a alta da expectativa de vida do brasileiro para em torno de 75 anos, as pessoas querem chegar a essa idade mais funcionalmente ativas, com independência, capazes de realizar todas as atividades sozinhas.

ESTÉTICA
No meio disso, um público em grande parte feminino que procura o serviço de dermatofuncional, estética, funciona basicamente trabalho com afecções estéticas, desde modelação do corpo, utilização de aparelhos para celulite, as drenagens e num número menor. Há também o atendimento aos queimados (que também entra no dermatofuncional, para tratar as sequelas dos pacientes queimados). Contudo, esse filão está mais restrito a centros que tratam de queimados.

RECÉM-FORMADOS
Nós temos alunos trabalhando em empresas de home care (atendimento domiciliar, em inglês). Trata-se daquele tipo de serviço em que o paciente contrata uma empresa e ela envia o fisioterapeuta para a casa dele. Home care é a primeira opção de muita gente que se formou, que pode trabalhar nesse segmento de maneira autônoma ou se filiar a uma empresa. O graduado começa pelo home care para ganhar confiança, experiência e conhecer o mercado, até se especializar para atuar na área que melhor lhe agrada. Os nossos alunos formados estão preenchendo, mas temos também egressos trabalhando com pilates e em asilos. Temos ainda alunos do último ano em contato com empresas da área de dermatofuncional que acertaram com esses alunos, que quando se formarem, eles já estarão engajados nas clínicas de tratamento estético.

DICA
A dica que eu dou para o aluno que queira se encaixar no mercado de trabalho, é que ele não pare de estudar, que se especialize. Hoje em dia os centros de reabilitação, sejam de qual for a área, necessitam de terapeutas que tenha pós-graduação em áreas específicas. Na área da dermatofuncional, por exemplo, temos algumas técnicas que o nosso conselho preconiza que para utilizá-las o fisioterapeuta tenha passado por cursos de especialização. Como a graduação é muito abrangente, ela dá possibilidades que o aluno possa ir da pediatria à geriatria, passando por todas as áreas. Porém, com a especialização fica muito mais fácil entrar em um hospital, em uma clínica, em uma empresa até mesmo montar seu negócio, com um atendimento melhor e à altura das expectativas dos pacientes.

ATUALIZAÇÃO
O profissional que quer ter sucesso não pode parar de estudar, ele tem que partir para uma especialização, tem que se manter atualizado, com participação em cursos, congressos, porque a fisioterapia, nos últimos 15 anos, talvez seja uma das profissões que mais mudaram e evoluíram. Técnicas novas surgem todos os anos. As técnicas que surgem principalmente na Europa, depois de um tempo chegam ao Brasil e o fisioterapeuta que não as conhecer perde a oportunidade de ampliar seu leque. Profissionais atualizados são aqueles que se dão melhor no mercado.

ESTÁGIO EXTRACURRICULAR
O nosso conselho determina que o aluno que queira fazer um estágio extracurricular o faça apenas a partir do momento em que o curricular, por meio da faculdade, tiver início. Os estágios extracurriculares são importantes para o aluno que quer uma área muito específica, pois dá a ele essa opção de se aprofundar. Nós só pedimos que o aluno tenha muito cuidado para não pegar nenhum vício nesse estágio, o que poderia atrapalhá-lo no estágio curricular, no qual a gente preconiza que tudo seja feito de acordo com protocolos e da maneira mais adequadas.

ESTÁGIO CURRICULAR
O aluno do curso pode realizar o estágio curricular na Clínica de Fisioterapia do UniToledo nas áreas neurologia adulto, neurologia infantil, traumatologia, ortopedia, e preventivo. Temos também os estágios extramuros: geriatria no Asilo São Vicente, neuropediatria na Apae de Birigui, hospitalar no Hospital Unimed de Araçatuba e Santa Casa de Birigui, além do estágio de reabilitação cardiovascular que funciona agregado ao programa Eternamente Moços.