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Você no mercado: O coordenador do curso de Engenharia Elétrica, Breno Oliveira, conta como é o profissional de sucesso na área

Mariana Páscua

Uma vez formado, o Engenheiro Eletricista pode exercer diversas funções, respondendo a demandas de diferentes empresas e instituições. Ele pode atuar na elaboração de projetos elétricos de baixa, média e alta tensão, coordenar equipes de manutenção em indústrias, trabalhar na gestão de usinas, parques eólicos e solares. Ou seja, toda indústria que gera energia elétrica ou que possui grandes máquinas elétricas absorve egressos da graduação.

Além disso, concessionárias de energia elétrica empregam engenheiros eletricistas para trabalharem na transmissão e distribuição de energia elétrica, principalmente no planejamento e tarifação da energia.

O engenheiro eletricista pode trabalhar ainda  em empresas de tecnologia, que desenvolvem equipamentos eletrônicos, serviços de telecomunicação, laudos na área elétrica, e outros. O coordenador do curso no UniToledo, Breno Oliveira, comenta sobre a carreira. Confira a entrevista:

MERCADO
O mercado para a engenharia, em geral, nunca para. Porém, nosso país passa por uma crise econômica muito forte, fazendo com que o mercado absorva menos profissionais do que em épocas de crescimento industrial. Todo engenheiro, seja ele eletricista ou não, precisa de vagas em grandes construtoras e industriais. Se o país vai mal, a profissão acaba sofrendo uma demanda menor. Por outro lado, a engenharia é essencial para o desenvolvimento, sendo assim, também é umas das profissões com maior procura no início de uma retomada da economia. E é isso que esperamos para este e para os próximos anos.

NOVO SEGMENTO
Há um segmento relativamente novo no qual o engenheiro eletricista pode atuar, formado pelas empresas de desenvolvimento de produtos ou sistemas eletrônicos e computacionais voltados para automação (Indústria 4.0), robótica e Internet das Coisas (IoT). Por serem áreas ainda pouco exploradas no país, elas se tornam um novo nicho de serviços. O desenvolvimento de tecnologias digitais, com hardware e software integrados, pode ser um desafio compensador para o engenheiro que busca sair na frente no mercado.

CRESCIMENTO
Com a retomada do crescimento da economia, os setores de geração, transmissão e distribuição de energia, principalmente de energias renováveis, como energia solar e eólica, terão destaques nesses próximos anos. O Brasil já vem sofrendo uma alteração em sua malha energética, privilegiando o uso de energia limpa, estimulando os investimentos, principalmente nos setores de energia solar e eólica. Dessa forma, ao engenheiro eletricista que atuar no projeto e dimensionamento desse tipo de energia, provavelmente não faltará oportunidades no mercado. Como citado anteriormente, o setor de Automação voltado para a Indústria 4.0 também deve atrair engenheiros antenados e atualizados com a tecnologia.

TRANSFORMAÇÕES
Uma grande transformação da área no último ano foi a grande inserção na nossa malha energética de fontes renováveis de energia. Além disso, a tecnologia da informação começou a ficar bem mais presente no chão da fábrica, o que abriu um leque grande de possibilidades na área. A tendência é que nos próximos anos tudo seja conectado, desde de dispositivos nas nossas casas até grandes indústrias. Isso demandará engenheiros eletricistas com conhecimentos na área de computação e programação, além dos conhecimentos clássicos em eletrônica analógica e digital.

EMPREGABILIDADE
A grande maioria dos nossos alunos trabalha em empresas do setor da engenharia elétrica ou que necessitam da engenharia para se manter. Muitos já iniciaram o curso trabalhando, e hoje, depois de formados, possuem cargos melhores, o que é uma tendência natural.

SUCESSO
O aluno de engenharia, como ofício, deve ser essencialmente curioso. Sem a curiosidade, que é a primeira evidência de amor ao que faz, o aluno acaba refém das disciplinas, o que pode tornar a experiência acadêmica um desastre. Então sempre recomendo aos meus alunos, sejam curiosos, queiram saber os “porquês” das coisas. Torne o curso de engenharia sua fonte de conhecimento e inspiração. Dessa forma, o curso se torna mais interessante, a profissão vai se tornar interessante, e com certeza o aluno terá sucesso na carreira profissional.

PERFIL
Em toda profissão tem sucesso aquele que não para, aquele que nunca está satisfeito, aquele que critica, que se envolve com os problemas das empresas, que opina, que sugere novas soluções. A proatividade para um engenheiro é essencial, e não um diferencial. O diferencial vai ser o comprometimento, a visão antecipada de problemas, e o relacionamento interpessoal.

PÓS-GRADUAÇÃO
O engenheiro começa sua vida de estudos na universidade e termina apenas quando se aposenta. Não se pode dar ao luxo de parar de estudar. O mercado diariamente retira os profissionais defasados do jogo.

ESTÁGIO
Ter uma experiência profissional na área antes ou durante o curso de graduação ajuda o aluno a se estimular com o curso. Por isso, acho muito válido o aluno já procurar por essas oportunidades o quando antes.

PREPARO
O curso de engenharia elétrica da UniToledo vem se atualizando a cada ano. A preocupação em formar engenheiros que atendam ao mercado é uma premissa essencial. O curso mantém uma grade atualizada de conhecimentos de acordo com que sentimos do mercado de trabalho. Sempre trazendo assuntos novos, porém relevantes ao aluno. Além do mais, possuímos uma excelente infraestrutura de laboratórios, o que torna a experiência do aluno bem mais prática e interessante.

CONTATO
Enfatizo aos que gostariam de ingressar no curso, que estamos abertos para recebê-los, afim de para tirar dúvidas, mostrar nossos laboratórios, e bater um papo sobre engenharia. Meu contato fica à disposição para qualquer esclarecimento: breno.oliveira@toledo.br.

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