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Mário Catho: “Tudo é motivo de inspiração e não dá para desperdiçar informações”
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Por Simone Dias
Publicada em 05 de August de 2010
Durante a palestra “Planejamento criativo na elaboração de coleções de moda” que proferiu na última quarta-feira, 4, no UniToledo, o estilista Mário Catto enfatizou diversas vezes aos alunos de Design de Moda a importância do conhecimento para o desenvolvimento de grandes coleções.
Adotar uma metodologia de planejamento e pesquisa no processo de criação, segundo ele, são pontos essenciais para interpretar a realidade e transportá-la para a moda. O universo pessoal de cada estilista, afirma Catto, é o que determina o sucesso no competitivo mercado.
“Quando se opta por uma carreira criativa é preciso estar antenado a tudo o que acontece no mundo, passando a ter uma visão periférica do que se tem contato ou não.Tudo é motivo de inspiração e não dá para desperdiçar informações”.
Numa breve passagem pelo histórico da moda no Brasil, destacou a transição no comportamento dos profissionais da área após a década de 90, período que marcou a abertura do mercado para marcas internacionais. Em consequência deste fator, ocorreu a reestruturação das empresas nacionais, que passaram a adotar novas tecnologias de produção e uma postura mais ampla na gestão e desenvolvimento das criações.
Catto é graduado em Desenho de Moda pela Faculdade Santa Marcelina de São Paulo. Já atuou como estilista em coleções das marcas M/Catto, Linha Pura, Marlene Brandão, Sergio Gaz, Seventeen, além de trabalhar na produção de moda em três edições da Revista Vogue e por dois anos na Morumbi Fashion.
O que pode ser considerado tendência hoje no mundo da moda?
Essa pergunta é complicada, porque na realidade, temos dois grandes universos envolvidos nisso: as tendências ditadas pelos birôs (catálogos de Moda), que é uma combinação de tudo o que acontece no mundo no determinado momento, associado ao universo pessoal. Ou seja, toda a bagagem acumulada e informação que você procura. Pode-se dizer que tudo é tendência hoje. Para eleger uma, destaco o comportamento, a preocupação com o ser humano.
Ao criar uma coleção, o que um estilista precisa levar em consideração?
As tendências universais, as ditadas pelos birôs e também pela indústria ligada à moda, vinculadas ao desejo pessoal de cada estilista e ao perfil do público, cliente ou empresa para quem está trabalhando.
Que sugestão você dá para os alunos de Moda do UniToledo para se prepararem para o mercado de trabalho?
A dica mais importante é a informação. Busquem o máximo de informação que puderem. Esse é o grande fator. Tudo é informação e fonte de inspiração, e fará a diferença no mercado. Todo mundo pode ter acesso às tendências, mas o diferencial só tem quem acumula experiência e conhecimento. Quanto mais especializado o profissional for, mais sucesso ele terá.

